quinta-feira, 7 de outubro de 2010

Adeus, Floberto

Já estava de saco cheio daquele cara falando coisas que eu não conseguia entender e o pior, ele falava como se o seu nariz estivesse entupido para sempre. Esse é o meu professor de física Floberto.
Tentei dormi, mas o Floflô - apelido carinhoso dado a ele por mim - me ameaçou e o ódio por ele só cresceu; eu tinha que me vingar.Comecei a pensar qual a melhor maneira de ferrar esse idiota, mas só pensei em uma maneira, que me fez sorri.
Contar ou não para as minhas amigas? E se elas me acharem louca? Resolvi falar como se fosse uma brincadeira e ver a reação delas.
"Shaníqua, Carmelita, tenho um plano para acabar com o Floflô" falei, rindo.
"Ainda bem alguém pensou em algo, não aguento mais aquele velho!" gritou Carmelita, toda animada.
"Só ajudo se for par matar. Fala logo, Togoreia!" disse Shaníqua, com cara de vingança.
"Então vamos nos encontrar lá em casa mais tarde, que ninguém pode ouvir" eu disse, séria.
Nos encontramos na minha casa para analisar o plano direito e o colocar em prática o mais rápido possível. Todas concordamos em agir esta noite mesmo.
Discutimos tudo com muito cuidado, tinha que ser um crime que não deixasse nenhuma pista, ou seja, um crime perfeito. Arrumei umas roupas pretas, máscaras ninjas, luvas e fogo para queimar tudo isso depois.
Por voltas das onze horas da noite invadimos a casa do Floberto. A Carmelita o amarrou, enquanto a Shaníqua e eu vigiávamos a porta.
"O que está acontecendo? Quem são vocês? Por que be abarraram*?" falava Floberto, deixando escapar saliva direto no rosto de Carmelita.
"Cala boca Floberto, seu velho retardado" eu gritei.
A Shaníqua não aguentou e rindo, chutou os testículos do Floflô. Depois todas nós começamos a espancá-lo até ele ficar inconsciente.
Peguei as madeiras na bolsa e coloquei no quintal, jogando o Floberto junto e colocando fogo. Ficamos tão felizes que começamos a dançar em volta da fogueira, quando a campainha tocou.
"Fudeu" eu gritei
Corri para ver quem era e quando cheguei na janela, vi o infeliz puxa-saco do Floberto, o Felício. Nós nos desesperamos, juntamos tudo e pulamos o muro antes que o filho da mãe do Felício resolvesse entrar.
A notícia do assassinato do Floberto se espalhou rápido e o acusado foi o Felício, que ao invés de ter ligado pra polícia quando chegou ficou chorando e olhando para a fogueira.
Nunca desconfiaram de mim, da Shaníqua e da Carmelita e nós continuamos nossas vidas normalmente, sem o chato do Floberto.

*O jeito de falar quando se está com o nariz entupido.

História feita com personagens reais, mas com os nomes alterados (:

3 comentários:

  1. uuuh, que medo :X
    ainda mais com essa música de harry potter... :x

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  2. kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk
    vcs são muita más.. isso sim!!
    e eu que vou sofrer com a viúva dele ham
    beijãoooo

    s2

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